
Mais do que nenhuma outra passagem nos evangelhos, João 17 é um poderoso capítulo na compreensão das pessoas do Pai, Filho e Espírito Santo. Desde que as orações representam os nossos mais profundos sentimentos, desejos e anseios, as orações de Jesus não era de alguém que não necessitava de um auxilio divino. Se há algum exemplo em sua oração em João 17, não era a de que Ele seria o Pai
Parece irrazoável pensar que Jesus passava horas ininterruptas em oração – até mesmo noites inteiras (Lucas 6.12) -, apenas para servir de “exemplo” aos demais. Mas quando não havia ninguém por perto, para quem serviria Ele de exemplo? Nem todas as vezes que Jesus orava, o fazia acompanhado. Houve vezes
A vida eterna
É um erro pensar que o uso da expressão “... para que te conheçam a ti só por único Deus verdadeiro...”, em João 17.3, se aplica apenas ao Pai, quando, na verdade, se aplica também ao Filho (I João 5.20), uma vez que ambos estão inclusos neste trecho “... para que te conheçam a ti só como Deus verdadeiro, e a Jesus que enviaste”.
O que temos
A glória que eu tinha contigo
A passagem de João 17.5 é decisiva em nossa compreensão da preexistência do Filho: “A glória que Eu tinha contigo antes da fundação do mundo...”, é uma declaração primeva de sua preexistência. O que torna essa verdade ainda mais evidente é o emprego da expressão: “... que tinha contigo...”, o que indica a existência de mais de uma pessoa no principio. Se João 17.5 significa que o Filho é o Pai, o mesmo poderia se dizer dos judeus e seus pais em João 8.38. Se, portanto, a expressão “junto te” for entendida como “ao lado de”, é de notar que os judeus e seus pais eram pessoas distintas em si, assim como se espera de Jesus e seu Pai.